{"id":202,"date":"2018-10-22T10:25:46","date_gmt":"2018-10-22T12:25:46","guid":{"rendered":"http:\/\/sousurdosim.com.br\/?page_id=202"},"modified":"2023-01-07T13:39:19","modified_gmt":"2023-01-07T16:39:19","slug":"a-surdez-e-a-sexualidade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/a-surdez\/a-surdez-e-a-sexualidade\/","title":{"rendered":"A surdez e a sexualidade"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Oi, gente, tudo bem com voc\u00eas? <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Quanto tempo, n\u00e3o \u00e9?! <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">J\u00e1 fazia muito tempo, desde meu \u00faltimo relato da aba anterior &#8220;A surdez em fam\u00edlia e amigos&#8221;. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Muita coisa mudou. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Muita correria. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Mas hoje, resolvi alimentar esta aba e falar um pouco sobre a surdez e a sexualidade. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Ent\u00e3o, vamos l\u00e1?<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Ainda enquanto ouvinte, na \u00e9poca em que fiz o curso de licenciatura em Pedagogia, estudamos duas disciplinas voltadas aos aspectos das Pessoas com Defici\u00eancia \u2013 PCD: Necessidades Especiais e Libras. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Em uma dessas, nossa professora nos passou um filme chamado \u201cGaby: uma hist\u00f3ria verdadeira\u201d. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">(dispon\u00edvel em: <\/span><\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JSwOk92C9cs\"><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JSwOk92C9cs<\/span><\/span><\/a> ). Nunca me esqueci deste filme. Porque foi nele que fora plantada uma semente de desconstru\u00e7\u00e3o de falsos estere\u00f3tipos sobre as PCD e um destes estere\u00f3tipos era sobre a sexualidade. Como algu\u00e9m PCD, cujo a sociedade o tem por coitadinho, algu\u00e9m digno de miseric\u00f3rdia, pode querer namorar? Ou o que \u00e9 ainda mais estapaf\u00fardio, como pode eles quererem e sentirem vontade de transar? Com estas indaga\u00e7\u00f5es (preconceitos velados), nossa turma assistiu ao filme, todos boquiabertos em ver Gaby, a protagonista do filme, sentir as mesmas necessidades que qualquer outra pessoa e at\u00e9 chegar a bolar estrat\u00e9gias para poder transar com um colega. Mas tamb\u00e9m nos sentimos decepcionados quando ela levou um fora. Normal, n\u00e3o \u00e9? Quem nunca levou ou deu um fora, que atire a primeira pedra. (Risos).<\/p>\n<p>Mas uma coisa \u00e9 assistir a um filme sobre estas quest\u00f5es, outra \u00e9 voc\u00ea sentir na pele o quanto nossa sociedade ainda \u00e9 muito preconceituosa.<\/p>\n<p><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Quando eu descobri que ficaria surdo, eu estava namorando uma jovem. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">J\u00e1 eram 3 anos de namoro. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Por toda a forma abrupta da situa\u00e7\u00e3o e de como eu encarei tudo, resolvi terminar. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Para mim, naquela \u00e9poca, n\u00e3o fazia sentido eu estar com ela. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Isso pois, na minha mente eu tinha certeza que ela n\u00e3o iria querer mais nada com um surdo. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Eu n\u00e3o teria condi\u00e7\u00f5es de lhe oferecer prote\u00e7\u00e3o. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Se nem a mim mesmo eu garantiria, j\u00e1 que agora ficaria surdo. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">E outra, mesmo que ela quisesse, eu seria uma presa f\u00e1cil para trai\u00e7\u00f5es. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Vejam bem, o turbilh\u00e3o de pensamentos e preconceitos me fizeram entender que uma rela\u00e7\u00e3o para mim seria imposs\u00edvel. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Ent\u00e3o resolvi terminar o namoro. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Eu j\u00e1 havia perdido a audi\u00e7\u00e3o de um dos ouvidos. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Marquei com ela para irmos a uma lanchonete e l\u00e1 eu disse que queria terminar. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Ela ficou sem entender. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Eu disse que era comigo, <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">eu deveria ficar s\u00f3. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">E mesmo sem entender nada, ela teve que aceitar. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Desde esse dia, ela passou um bom tempo sem falar comigo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"vertical-align: inherit;\">Mas passei a fase depressiva de minha vida, em aceitar minha nova condi\u00e7\u00e3o, como disse antes, voltei a usar as redes sociais para aos poucos voltar a me relacionar com amigos e claro, minha sexualidade come\u00e7ou a reclamar. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Mas ainda era muito dif\u00edcil me mostrar \u00e0 sociedade, agora sendo uma pessoa surda. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Eu tinha certeza que levaria v\u00e1rias foras, quando as garotas soubessem que sou surdo. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Hesitei por v\u00e1rias vezes de tentar me aproximar de algu\u00e9m. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">O medo era sempre mais forte. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Mas eu sabia que mais cedo ou mais tarde eu teria de passar por isso. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Ent\u00e3o, eu tinha de tentar. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Coloquei na minha cabe\u00e7a que se eu levasse um fora, eu teria de me reconstruir e tudo come\u00e7ar de novo, at\u00e9 que desse certo. O<\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\"> primeiro passo era tentar. Como<\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">\u00a0primeiro passo, embora morrendo de medo e vergonha e outros sentimentos que n\u00e3o sei explicar, <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">foi trocar a foto do meu perfil. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Agora eu j\u00e1 estava usando aparelhos auditivos. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Ent\u00e3o, foi uma foto recente, do Michel surdo, que coloquei no meu perfil. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Passei a conversar com uma garota pelo facebook. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Conversamos durante um bom tempo. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Mas em nenhum momento eu usei a palavrinha m\u00e1gica: \u201ceu sou surdo\u201d. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Ainda estava hesitando. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Conversamos sobre tudo. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">As conversas come\u00e7avam a ficar mais quentes, ao ponto de marcarmos um encontro. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">E eu l\u00e1, feito adolescente, com o cora\u00e7\u00e3o batendo bem forte, com medo de dizer da minha condi\u00e7\u00e3o. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">At\u00e9 que um dia antes do encontro eu criei coragem e fui conversar com ela. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Eu disse que tinha algo a confessar para ela. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">De cara ela perguntou se eu era casado. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">(Risos). <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">N\u00e3o era isso. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Eu disse. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Pedi que ela fosse observar minha foto de perfil. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Ampliasse e percebesse o que tem na minha orelha. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">E assim ela o fez. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Quando retornamos para continuarmos a falar, ela disse: que legal, voc\u00ea gosta de usar fones de ouvido. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">(Risos novamente). <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Ela n\u00e3o sabia que aquilo no meu ouvido era um AASI &#8211; aparelho de amplifica\u00e7\u00e3o sonora individual. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Normal, antes de usar, eu tamb\u00e9m n\u00e3o conhecia. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Foi ent\u00e3o que comecei a explicar que se tratava de um aparelho auditivo. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">E que eu era surdo. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Mas que isso n\u00e3o atrapalhava minha vida. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">Ela visualizou a mensagem, passou alguns segundos para responder. <\/span><span style=\"vertical-align: inherit;\">E eu l\u00e1, com um ritmo acelerado no cora\u00e7\u00e3o, na expectativa de como seria sua rea\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p>At\u00e9 que ela respondeu. Disse que n\u00e3o sabia, come\u00e7ou a mudar de assunto. As conversas picantes cessaram. O encontro foi desmarcado e no final de uma boa desculpa, disse que poder\u00edamos ser amigos.<\/p>\n<p>Sim, voc\u00ea que est\u00e1 lendo isso, deve ter ficado triste e decepcionado, por querer um final diferente. Foi assim que eu me senti tamb\u00e9m. Mas como querer outro final, se residimos em uma sociedade altamente preconceituosa? As pessoas n\u00e3o querem estudar. N\u00e3o querem conhecer um determinado assunto. Preferem construir castelos em cima destes alicerces hip\u00f3critas. Lembrem-se eu tamb\u00e9m fui assim (sou, no sentido de n\u00e3o poder escapar de outros preconceitos).<\/p>\n<p>Foi um misto de sentimentos ler o que aquela garota tinha escrito e me sentir rejeitado por ser surdo. Eu n\u00e3o sabia como me comportar naquele instante. Eu estava diante de um processo educativo. A vida estava me ensinando como os surdos sofrem na quest\u00e3o da sexualidade, tamb\u00e9m. Aquela era a minha primeira experi\u00eancia, j\u00e1 como pessoa surda. Ent\u00e3o, mesmo sem saber como reagir, \u201cliguei o bot\u00e3o do autom\u00e1tico\u201d e saiu sem que eu percebesse e disse a ela: &#8211; \u201cBem, tudo estava indo legal entre n\u00f3s dois. S\u00f3 foi voc\u00ea descobrir que sou surdo que a conversa mudou de tom. Ent\u00e3o, fulana, n\u00e3o, n\u00e3o aceito sua amizade, porque pessoas preconceituosas n\u00e3o me servem por amigos\u201d. E nunca mais conversei com ela.<\/p>\n<p>\u00c9 l\u00f3gico que mesmo tendo dito o que disse, ainda assim eu estava triste com a rejei\u00e7\u00e3o. Mas achava que fosse ficar mais triste. Eu j\u00e1 vinha me preparando para que isso acontecesse, embora n\u00e3o quisesse passar por isso. Aquela tinha sido a primeira tentativa. Outras estariam por vir. Era certo que eu n\u00e3o ia desistir de aprender a flertar e a conviver com minha sexualidade, agora estando surdo. N\u00e3o tinha pressa, uma hora teria outra oportunidade e toquei a vida. Passei a conversar mais com os amigos. Resolvi mostrar aos outros, minha nova condi\u00e7\u00e3o. Embora ainda fosse muito doloroso aceita-la, mas este processo de aceita\u00e7\u00e3o estava em constru\u00e7\u00e3o. Quando dei por mim, todos do meu facebook j\u00e1 sabiam que sou surdo (Antes eu escondia o que vinha acontecendo comigo). Em minhas postagens sobre a surdez, quem fizesse alguma pergunta eu j\u00e1 conseguia conversar sobre o assunto.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que percebi que eu j\u00e1 come\u00e7ava a me aceitar. Eu j\u00e1 estava saindo de casa. At\u00e9 que um dia, resolvi organizar um \u201cch\u00e1 de casa nova\u201d para um grande amigo meu, chamado Rondinelli. No dia da festa, conheci uma garota. Eita! (risos) Aquela seria minha segunda chance. Ela era amiga da esposa do Rondinelli. Resolvi me aproximar (N\u00e3o vou contar todas os meus segredos na arte do amor. Risos) conversamos pouco, porque at\u00e9 ent\u00e3o, era tudo na leitura labial e isso era muito cansativo. Peguei o contato do whatsapp dela e passamos a conversar. A diferen\u00e7a era que ela estava conversando comigo, mas j\u00e1 sabendo que sou surdo. Marcamos o primeiro encontro. Eu nervoso, mas fui e rolou nosso primeiro beijo. Ora, eu j\u00e1 estava aprendendo como um surdo namora. Ningu\u00e9m me ensinou, eu tinha de aprender por mim mesmo.<\/p>\n<p>A partir desta segunda vez, vieram outras vezes, outras chances de flertes e quase sempre bem-sucedidas. Sabe por qual motivo de serem bem-sucedidas? N\u00e3o porque sou um Brad Pitt (Risos), mas porque agora eu passei a dizer logo de cara que sou surdo. N\u00e3o preciso mais me esconder. Foi a partir do momento que me aceitei como pessoa surda, que os outros tamb\u00e9m passaram a me aceitar. Como querer que o outro me tenha como capaz, se eu mesmo n\u00e3o me tiver? E c\u00e1 entre n\u00f3s, n\u00e3o como fator de gabolice, mas como exemplo da import\u00e2ncia do processo de auto aceita\u00e7\u00e3o, depois que fiquei surdo, fazendo uma compara\u00e7\u00e3o com o antes, quando ouvinte, agora, passei a ter mais oportunidades de rela\u00e7\u00f5es. At\u00e9 em forma de brincadeira cheguei a conversar com um amigo e dizer que se eu soubesse que o neg\u00f3cio iria melhorar, eu h\u00e1 muito tempo teria ficado surdo. (Risos).<\/p>\n<p>E lembram daquela minha namorada que terminei tudo sem explicar o que estava acontecendo, sem explicar que estava ficando surdo? Pois bem, eu tamb\u00e9m a procurei para &#8220;lhe dar uns beijinhos&#8221; (Preciso falar s\u00e9rio. Risos). Mas desta vez foi ela quem me deu um fora e com toda raz\u00e3o, claro! Chegou a dizer o quanto foi ruim para ela, eu apenas terminar tudo sem lhe dar nenhuma explica\u00e7\u00e3o. Disse que por dias esperou uma liga\u00e7\u00e3o de pedido de desculpas e para voltarmos. Agora ela estava namorando e n\u00e3o podia do nada terminar s\u00f3 para poder ficar comigo. Aquilo tudo que ela me disse, me fez refletir das injusti\u00e7as que cometi. Mas que para mim, diante de toda a situa\u00e7\u00e3o, era imposs\u00edvel de enxerg\u00e1-las.<\/p>\n<p>Hoje, estou namorando e a cada dia venho desconstruindo em mim mesmo in\u00fameros preconceitos relacionados \u00e0 quest\u00e3o da surdez e da sexualidade, percebendo e fazendo o outro perceber, que n\u00f3s surdos, assim como os ouvintes, sempre vamos precisar do nosso par. Relatos como este meu, servem para melhor compreendermos como se d\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es sociais e de sexualidade, em meio aos esteri\u00f3tipos que a sociedade marjorit\u00e1ria imp\u00f5e sobre as minorias e as PCD e que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil lidar com eles. J\u00e1 se perguntaram por que in\u00fameros surdos preferem se relacionar com um par surdo? Dentre in\u00fameros motivos, possivelmente estes salientados por mim, devem servir de catalisador para que seus pares sejam de sua cultura, identidade e condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Bem, pessoal, aqui findamos esta aba. Em outras, com certeza voltarei a falar de quest\u00f5es que denotem sexualidade. Obrigado pela leitura e n\u00e3o deixem de comentar sobre o que acharam destas quest\u00f5es. A pr\u00f3xima aba ser\u00e1 \u201cA surdez e a sociedade\u201d em geral.\u00a0Espero que consiga arranjar um tempo para logo escreve-la. Abra\u00e7o em todos e muita sa\u00fade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oi, gente, tudo bem com voc\u00eas? Quanto tempo, n\u00e3o \u00e9?! J\u00e1 fazia muito tempo, desde meu \u00faltimo relato da aba anterior &#8220;A surdez em fam\u00edlia e amigos&#8221;. Muita coisa mudou. Muita correria. Mas hoje, resolvi alimentar esta aba e falar um pouco sobre a surdez e a sexualidade. Ent\u00e3o, vamos l\u00e1? Ainda enquanto ouvinte, na &#8230; <a title=\"A surdez e a sexualidade\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/a-surdez\/a-surdez-e-a-sexualidade\/\" aria-label=\"Read more about A surdez e a sexualidade\">Read more<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":85,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/202"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=202"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/202\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":433,"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/202\/revisions\/433"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/85"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}