{"id":268,"date":"2018-10-24T15:37:06","date_gmt":"2018-10-24T17:37:06","guid":{"rendered":"http:\/\/sousurdosim.com.br\/?page_id=268"},"modified":"2018-10-27T11:01:27","modified_gmt":"2018-10-27T13:01:27","slug":"parte-i","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/a-surdez\/descobrindo-a-surdez-diagnostico\/parte-i\/","title":{"rendered":"PARTE I"},"content":{"rendered":"<p><strong>Descobrindo a surdez (diagn\u00f3stico)<\/strong><\/p>\n<p>Meus relatos de como descobri minha surdez ser\u00e3o um tanto longos. Por este motivo, dividirei em partes para n\u00e3o cansar voc\u00ea, leitor.<\/p>\n<p><strong>Parte I<\/strong><br \/>\nNo ano de 2009 eu ainda n\u00e3o tinha me formado, faltava pouco, mas trabalhava como estagi\u00e1rio na escola do Sesc &#8211; Servi\u00e7o Social do Comercio e era Instrutor pedag\u00f3gico e de canto no projeto da Secret\u00e1ria Social de Parna\u00edba. Neste mesmo ano eu j\u00e1 havia percebido algo de estranho com minha audi\u00e7\u00e3o. Eu j\u00e1 n\u00e3o conseguia atender liga\u00e7\u00f5es usando o ouvido direito. \u00c1s vezes eu n\u00e3o conseguia entender. Mas logo eu trocava, colocava o celular do lado esquerdo e pronto, tudo estava resolvido. Ou seja, minha audi\u00e7\u00e3o esquerda compensava a direita. Mas eu nunca alarmei ser algo para me preocupar. Eu achava ser f\u00e1cil de resolver, uma limpeza, quem sabe! E s\u00f3 prometia a mim mesmo ir visitar um otorrino e nisso, se passaram quatro anos, quando no final de 2013, agora j\u00e1 formado e funcion\u00e1rio efetivo da Prefeitura de Tut\u00f3ia \u2013 Ma e prestador de servi\u00e7os na Secretaria de educa\u00e7\u00e3o do estado do Piau\u00ed, por volta da primeira quinzena do m\u00eas de dezembro daquele ano, amanheci com algo diferente. Era uma sensa\u00e7\u00e3o estranha. Estava acontecendo algo no meu ouvido direto, o mesmo que eu em 2009 j\u00e1 havia notado n\u00e3o poder atender o telefone. Era como se meu ouvido estivesse superficialmente tapado e um zumbido longe. Eu nunca tinha sentido aquilo. Mas eu n\u00e3o atribu\u00ed ser algo relacionado ao que eu j\u00e1 havia percebido em 2009. Eu achava ser um forte resfriado e que somente tomando vitamina C e antigripais eram o suficiente e assim eu fiz.<br \/>\nPassaram-se 10 dias e nada mudou. Foi ent\u00e3o que comecei a me preocupar. Comecei a ficar nervoso. Cheguei a falar somente com amigos o que estava acontecendo e resolvi tomar a iniciativa de ir ao otorrino. Meu amigo que se chama Rondinelle Ara\u00fajo me acompanhou, porque de l\u00e1 ir\u00edamos resolver outros assuntos. Fui atendido pelo otorrino. Eu esperava que ele dissesse o seguinte: &#8211; Michel, achei uma cera seca aqui e vou remover e tudo vai voltar ao normal. Mas n\u00e3o foi o que ele disse. Falou que meu ouvido externo estava perfeito, muito limpo e que o problema s\u00f3 poderia ser no ouvido interno. Receitou um medicamento e pediu que eu o tomasse por 15 dias e se n\u00e3o surtisse efeito eu voltasse para ele tentar descobrir o que era. Naquele momento o meu mundo desabou, eu j\u00e1 estava nervoso e com as palavras do m\u00e9dico, fiquei mais ainda e l\u00e1 no fundo do meu cora\u00e7\u00e3o eu sabia que iria ficar surdo. Rondinelle conta que quando sai da cl\u00ednica minha fisionomia era de assustado. Resolvi logo ir para casa e ele sempre tentando falar palavras de for\u00e7a e que n\u00e3o seria nada demais.<br \/>\nAo chegar em casa, gritei por minha m\u00e3e e disse: &#8211; Mam\u00e3e, vou ficar surdo. Foi ent\u00e3o que conversei sobre tudo o que estava acontecendo e ela pediu para eu me acalmar. Ela achava que era exagero meu. Mas fiz um alarme em casa, que ela acreditasse em mim e fosse comigo atr\u00e1s de uma segunda opini\u00e3o. Devido a gastos extras com outras coisas, eu havia acordado um empr\u00e9stimo com meu amigo Rondinelle para irmos \u00e0 capital do Piau\u00ed, Teresina, polo em tratamento de sa\u00fade no Nordeste. Mas j\u00e1 estava pr\u00f3ximo das festas de final de ano. Resolvemos ir somente no in\u00edcio de janeiro, pois muito provavelmente as equipes m\u00e9dicas estariam de recesso.<br \/>\nFui passar o r\u00e9veillon na casa de praia da minha amiga Leidy Thomas, coisa que eu sempre fazia. Mas todos j\u00e1 haviam percebido que eu estava estranho, eu tamb\u00e9m evitava falar sobre o assunto. At\u00e9 para minha namorada da \u00e9poca eu evitava falar sobre o que estava acontecendo. Mas n\u00e3o conseguia esconder por completo minha tristeza e preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cheguei a voltar para casa antes de todos e certa vez, j\u00e1 por n\u00e3o aguentar muito, liguei chorando para a Leidy e disse que iria ficar surdo. Ela sem entender muito o que estava acontecendo, tentou me d\u00e1 for\u00e7as. Eu j\u00e1 come\u00e7ava a ficar muito abalado. O pr\u00f3ximo passo foi terminar o namoro. Eu j\u00e1 n\u00e3o via motivos para estar com ela. Muita coisa se passava na minha cabe\u00e7a: que mulher vai querer ficar com homem surdo? (vejam s\u00f3 os meus preconceitos!) Resolvi d\u00e1 outro motivo para findar o relacionamento de quase 3 anos e assim o fiz. Ela mesmo sem entender nada do que estava acontecendo, teve de aceitar.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o chegou o dia da viagem \u00e0 capital, que ser\u00e1 a\u00a0Parte II<em><strong> (Caro leitor, para acessar a PARTE II \u00e9 s\u00f3 clicar na pr\u00f3xima aba abaixo desta. Conto com sua leitura. Abra\u00e7o!)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descobrindo a surdez (diagn\u00f3stico) Meus relatos de como descobri minha surdez ser\u00e3o um tanto longos. Por este motivo, dividirei em partes para n\u00e3o cansar voc\u00ea, leitor. Parte I No ano de 2009 eu ainda n\u00e3o tinha me formado, faltava pouco, mas trabalhava como estagi\u00e1rio na escola do Sesc &#8211; Servi\u00e7o Social do Comercio e era &#8230; <a title=\"PARTE I\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/a-surdez\/descobrindo-a-surdez-diagnostico\/parte-i\/\" aria-label=\"Read more about PARTE I\">Read more<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":197,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/268"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=268"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/268\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":277,"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/268\/revisions\/277"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sousurdosim.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}